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DOCES E SALGADOS

26/11/2019 10:19 por Redação

Emissões de CO2 precisam cair 7,6% ao ano até 2030, alerta ONU

Medida é fundamental para que planeta esquente "apenas" 1,5º C até o fim do século e evite catástrofe climática

PNUMA MENINA ARTICO
As emissões de gases do efeito estufa atingiram um nível recorde no ano passado, e as temperaturas mundiais podem subir mais do que o dobro do limite de aquecimento combinado globalmente se nada for feito. O alerta é do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).

O Relatório de Defasagem de Emissões é um de uma série de estudos que vêm sendo divulgados antes da COP25, cúpula climática da ONU que acontecerá em Madri entre 2 e 13 de dezembro.

Mantendo-se os compromissos atuais de corte de emissões, “pode-se esperar uma elevação de 3,2ºC nas temperaturas neste século, o que trará impactos climáticos abrangentes e destruidores”, disse um sumário do relatório.

O documento afirma que, a menos que as emissões globais de gases de efeito estufa caiam 7,6% ao ano entre 2020 e 2030, o mundo perderá a oportunidade de entrar na trajetória rumo à meta do Acordo de Paris, firmado em 2015, de limitar o aumento da temperatura em até 1,5°C.

No ano passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alertou para grandes mudanças globais se essa meta não for cumprida, como a perda de quase todos os recifes de coral e a maior parte do gelo do Oceano Ártico.

“Nosso fracasso coletivo em agir cedo e com firmeza com relação às mudanças climáticas significa que agora precisamos realizar grandes cortes nas emissões, de mais de 7% ao ano, se forem distribuídos uniformemente na próxima década”, afirmou Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma. “Isso mostra que os países simplesmente não podem esperar até o final de 2020, quando precisaremos de novos compromissos climáticos, para intensificar suas ações. Eles e todas as cidades, regiões, empresas e indivíduos devem agir agora.”

A COP26, que acontecerá em novembro do ano que vem, em Glasgow, na Escócia, deverá determinar o curso futuro dos esforços para evitar a crise. Na cúpula escocesa, os países “precisarão intensificar significativamente seus compromissos climáticos”, diz o programa da ONU.

Os países do G20 respondem coletivamente por 75% de todas as emissões. No curto prazo, os países desenvolvidos terão de reduzir suas emissões mais rapidamente que os países em desenvolvimento, por razões de justiça e equidade. No entanto, todos os países precisarão contribuir mais para os efeitos coletivos.

“Os países em desenvolvimento podem aprender com os esforços bem-sucedidos dos países desenvolvidos e até ultrapassá-los e adotar tecnologias mais limpas em um ritmo mais rápido”, diz o relatório.

Acesse o sumário executivo do relatório aqui (em inglês).

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