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DOCES E SALGADOS

18/10/2019 11:53 por Redação

Em meio a greve geral na Catalunha, líder catalão se apresenta na Bélgica

Carles Puigdemont tem ordem internacional de captura contra si; em Barcelona, milhares protestam contra condenação de líderes separatistas

O ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, de 56 anos, que vive em exílio na Bélgica e é "procurado" pela justiça espanhola desde 2017, apresentou-se nesta sexta-feira (18) às autoridades belgas após a reemissão de um mandado de captura internacional.

Após ser ouvido em Bruxelas, Puigdemont saiu em liberdade e sem fiança, mas sujeito a várias medidas cautelares: está obrigado a comunicar a sua residência, dar conta de suas atividades, manter-se à disposição das autoridades judiciais e pedir autorização em caso de querer deixar o país. O portal de notícias Público, de Portugal, observa que são as mesmas condições impostas quando da primeira ordem de detenção europeia.

Caos na Catalunha

Acusado de delitos de sedição e má gestão de fundos públicos no âmbito do processo independentista da Catalunha, Puigdemont compareceu voluntariamente perante as autoridades belgas em meio a um clima de forte tensão e greve geral em diversas cidades catalãs. Milhares de manifestantes pró-independência concentram-se em Barcelona para protestar contra a condenação, pelo Tribunal Supremo da Espanha, de 12 dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência da Catalunha em 2017.

Leia: Tensão na Catalunha após condenação de líderes separatistas.

Há relatos de violência policial. Vídeos de agentes desferindo golpes de cassetete em manifestantes independentistas que não oferecem resistência têm-se multiplicado nas redes sociais, assinala o Público. “Não é uma opinião, assista ao vídeo. E os casos são muitos", escreveu no Twitter o ex-secretário-geral do Podemos-Catalunha, Albano-Dante Fachin.

Tsunami Democrático – O juiz Manuel García-Castellón, da Audiência Nacional, ordenou à Guarda Civil o encerramento das páginas e do aplicativo Tsunami Democràtic. Segundo o El País, o bloqueio já está sendo implementado.

O Tsunami Democràtic apresenta-se como “plataforma de coordenação de ações pacíficas de desobediência civil” para informar manifestantes sobre os protestos contra a condenação dos líderes catalães. O acesso ao aplicativo é feito por convite, mas o grupo – cuja liderança é desconhecida - faz a sua comunicação também pelo Twitter, Instagram e Telegram.

O portal Público.pt está fazendo extensa cobertura em tempo real dos acontecimentos na Catalunha. Acompanhe por aqui.

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