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DOCES E SALGADOS

18/06/2019 12:38 por Redação

Economia brasileira recuou 0,1% em abril, segundo o Monitor do PIB-FGV

Em termos monetários, PIB alcançou no primeiro quadrimestre a cifra de R$ 2,3 trilhões em valores correntes

O Monitor do PIB-FGV aponta, nas séries com ajuste sazonal, recuo de 0,1% do PIB em abril, na comparação com março; e, de 0,9% no trimestre móvel findo em abril (fev-mar-abril), em comparação ao trimestre findo em janeiro (nov-dez/18-jan/19). Na comparação interanual, a economia retraiu 0,3% em abril e permaneceu estagnada no trimestre móvel findo em abril.

“A queda de 0,1% da economia em abril, segundo o Monitor do PIB-FGV, é a terceira retração mensal consecutiva registrada no ano. O desempenho da agropecuária e da indústria explicam essa desaceleração da atividade econômica. A taxa acumulada em 12 meses chegou a 0,6%; menor crescimento registrado desde o acumulado em 12 meses até outubro de 2017. No acumulado em 12 meses até abril a indústria volta ao terreno negativo depois de 14 meses de crescimento. Chama atenção que a extrativa e a transformação também retornam a variações negativas”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB.

A retração de 0,1% observada em abril, em comparação a março é explicada, principalmente pelo fraco desempenho da agropecuária, que caiu 1,9% (com quedas tanto na agricultura quanto na pecuária) e da indústria que caiu 0,4%; dentro da indústria a única exceção foi o crescimento de 0,3% da transformação. Na comparação contra o mesmo mês do ano anterior, a queda de 0,3% da economia foi reflexo, principalmente, das retrações da agropecuária (-2,0%) e de todas as atividades industriais (-2,3%). Pela ótica da demanda, tanto na comparação da série com ajuste sazonal, quanto na comparação interanual, apenas as importações caíram (-2,6% e -1,7%, respectivamente).

Consumo das famílias
O consumo das famílias cresceu 1,3% no trimestre móvel findo em abril, em comparação ao mesmo trimestre de 2018. O consumo de serviços continua sendo o que mais contribuiu para essa variação, tendo crescido 1,8% (com 1,1 p.p. de contribuição). O outro destaque é o consumo de produtos duráveis com crescimento de 4,5% (com 0,4 p.p. de contribuição) devido, principalmente, ao desempenho do consumo de veículos, motos, partes e peças. Na comparação realizada na série livre de efeitos sazonais, a taxa de variação mensal do consumo das famílias em abril, na comparação com março, foi positiva em 0,7%, com crescimento em todos os tipos de consumo.

Formação bruta de capital fixo
A FBCF cresceu 0,6% no trimestre móvel findo em abril, em comparação ao mesmo trimestre de 2018. Mais uma vez, o desempenho positivo é devido ao componente de máquinas e equipamentos que apresentou crescimento de 1,9%, nesta comparação; este resultado foi influenciado, principalmente, por máquinas automotivas (automóveis e caminhões). Apesar de positivo, o resultado é declinante e está bem abaixo do ápice de 2018, registrado no trimestre findo em agosto (8,5%). Na comparação realizada na série livre de efeitos sazonais, a taxa de variação mensal da FBCF em abril, na comparação com março, foi positiva em 0,4% com crescimento de seus principais componentes: máquinas e equipamentos e construção.

Exportação
A exportação apresentou crescimento de 0,3% no trimestre móvel findo em abril, em comparação ao mesmo trimestre de 2018. Este componente segue em desaceleração, desde seu ápice em janeiro; isto resulta, principalmente, da retração de bens de capital (-39,6%) e de bens de consumo duráveis (-31,1%). Os destaques positivos da exportação devem-se ao desempenho dos produtos da agropecuária (9,3%) e da extrativa mineral (22,8%).

Importação
A importação apresentou retração de 6,1% no trimestre móvel findo em abril, comparativamente ao mesmo trimestre de 2018. As retrações da importação estão concentradas em bens de capital (-24,1%), bens de consumo duráveis (-19,7%), bens de consumo semiduráveis (-17,1%) e nos serviços (-12,8%). Os destaques positivos da importação devem-se ao desempenho dos produtos da agropecuária (11,5%) e da extrativa mineral (8,2%). 

PIB em valores - Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra de aproximadamente 2,300,367 trilhões de reais no acumulado do corrente ano até abril.

A taxa de investimento (FBCF/PIB) foi de 16,9%, em abril, na série a valores de 1995.

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