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DOCES E SALGADOS

16/01/2020 07:45 por Redação

Confira o que há de novo no acordo EUA-China, assinado nesta quarta-feira

Entre outros pontos, China se comprometeu a comprar dos americanos 200 bilhões de dólares a mais do que em 2017

A agência France Press listou os principais pontos do acordo comercial entre Estados Unidos e China, assinado nesta quarta-feira (15), em Washington.

Compras chinesas - Pequim se comprometeu a comprar dos Estados Unidos, nos próximos dois anos, US$ 200 bilhões a mais do que em 2017, antes do início da guerra comercial, em troca da retirada de algumas tarifas. A cifra inclui US$ 32 bilhões de dólares em produtos agrícolas e do mar, cerca de US$ 78 bilhões em bens manufaturados, entre eles aeronaves, máquinas e aço, e US$ 52 bilhões em produtos do setor de energia.

Propriedade intelectual - O acordo estabelece a punição pelo roubo de informações comerciais sigilosas e, para a China, a obrigação de proibir roubos cibernéticos e o uso de segredos comerciais roubados.

Também determina criar mecanismos para resolver disputas sobre patentes de medicamentos. E Inclui, ainda, medidas contra a falsificação, incluindo a de remédios e contra as violações aos direitos autorais.

Transferência forçada de tecnologia - Tanto o governo como empresas dos Estados Unidos se queixaram de que Pequim obriga as companhias estrangeiras a ceder tecnologia em troca da abertura de seu mercado.

O acordo estipula que nenhuma das partes pode forçar pessoas da outra parte a transferir tecnologia "em relação a aquisições, associações ou outras formas de investimento".

Agricultura - O texto contém normas para aliviar as barreiras de regulação ao comércio de complemento alimentar para lactantes, carne bovina, carne de porco, frutos do mar e biotecnologia agrícola.

Serviços financeiros - Pequim facilitará que os bancos americanos subscrevam dívida de empresas chinesas e reduzirá as barreiras à entrada de alguns produtos financeiros. Além disso, a China admitiu que serviços eletrônicos de pagamento como Mastercard, Visa e American Express possam operar como entidades de compensação de cartões bancários.

Até abril de 2020, a China deverá permitir que empresas americanas participem nos serviços de seguros de vida, saúde e aposentadorias.

Mercado de câmbio - Ambas as partes se comprometem a se submeter aos princípios do Fundo Monetário Internacional (FMI) para evitar a manipulação da taxa de câmbio. Também trabalharão juntos para que o mercado de divisas seja regulado pelo mercado e evitar desvalorizações para conseguir maior competitividade comercial.

Coerção - Os americanos sempre afirmaram que qualquer acordo com a China deveria conter medidas coercitivas. As partes aceitaram que uma pode denunciar a outra se considerar que o acordo não está sendo cumprido.

Caso não cheguem a um acordo, a denúncia continuará subindo progressivamente na cadeia de comando até chegar às autoridades. O denunciado não deve aplicar represálias caso considere que a denúncia foi feita de "boa fé".

Mas se for considerado que houve "má fé", a consequência seria a retirada do acordo.

“Passo crucial’

“Hoje demos um passo crucial, que não tínhamos dado antes com a China", e que garantiu um intercâmbio comercial "justo e recíproco", disse Trump na cerimônia na Casa Branca. Ele garantiu que o pacto contém "compromissos substanciais e executáveis", mas afirmou que as tarifas impostas aos produtos chineses vão se manter até a "fase dois" ser concluída.

Trump ainda anunciou que visitará a China em um "futuro não muito distante".

“Paz e prosperidade”

Já o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, disse que o acordo econômico e comercial de primeira fase vai além da economia e representa um avanço importante “para a paz e a prosperidade do mundo”. Liu é membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e chefe do lado chinês para o diálogo econômico China-EUA.

“O acordo beneficia ambos os países e o mundo inteiro e serve ao interesse dos produtores, consumidores e investidores mundiais”, disse Liu ao falar à imprensa chinesa depois da assinatura do documento, assinala a agência de notícias chinesa Xinhua.

“Ambos os lados devem acomodar as preocupações essenciais de cada um e fazer mais esforços para promover o desenvolvimento econômico e comercial bilateral, assim como a estabilidade econômica e financeira”, afirmou Liu.

O vice-premiê chinês também disse que a relação China-EUA é uma das relações mais importantes bilaterais no mundo. “Apesar das diferenças em seus sistemas políticos, ideologias e outros aspectos, os dois países têm muitos interesses compartilhados, e certamente podem encontrar um caminho para administrar suas diferenças e engajar-se em cooperação de ganhos recíprocos”, declarou.

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