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DOCES E SALGADOS

10/06/2019 07:35 por Redação

Moro nega 'anormalidade' em troca de mensagens com Dallagnol

Reportagem do site Intercept Brasil mostra que os dois trocavam colaborações quando o ex-juiz estava à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba

O governo Bolsonaro ainda não se manifestou a respeito da reportagem bombástica que o site The Intercept Brasil publicou neste domingo (9) mostrando que houve atuação conjunta e coordenada entre o então juiz federal Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol em processos da Lava Jato que culminaram na condenação e prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Agência Brasil, hoje um braço de notícias do governo, os sites de notícias do Palácio do Planalto permanecem ignorando o assunto. No Twitter, o presidente Jair Bolsonaro também não reagiu a reportagem. Neste fim de semana, Bolsonaro preferiu pressionar a Câmara a aprovar um crédito extra de R$ 248,9 bilhões ao governo, ameaçando suspender, a partir de 25 de junho, o pagamento de benefícios previdenciários a idosos e pessoas com deficiência.

Em nota divulgada ontem (9) à noite, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que não há qualquer "anormalidade ou direcionamento de atuação" nas mensagens trocadas entre ele e Deltan Dallagnol. “Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela operação Lava Jato”.

O Ministério Público Federal publicou duas notas sobre o assunto. Na primeira, divulgada ontem (9) à noite, o MPF diz, em nome da força-tarefa da Lava Jato no Paraná (MPF), que “seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes”. A nota diz ainda que “a ação vil do hacker invadiu telefones e aplicativos de procuradores da Lava Jato usados para comunicação privada e no interesse do trabalho, tendo havido ainda a subtração de identidade de alguns de seus integrantes. Não se sabe exatamente ainda a extensão da invasão, mas se sabe que foram obtidas cópias de mensagens e arquivos trocados em relações privadas e de trabalho”. Leia a íntegra aqui.

No segundo comunicado, publicado no início da madrugada de hoje (10), o MPF chama a fonte do The Intercept de “criminosa” e afirma que “apenas oferece acusações quando presentes provas consistentes dos crimes. Antes da apresentação de denúncias são comuns debates e revisões sobre fatos e provas, de modo a evitar acusações frágeis em prejuízo aos investigados. No caso Triplex, a prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro foi examinada por nove juízes em três instâncias que concordaram, de forma unânime, existir prova para a condenação”. Leia a íntegra da nota aqui.

Leia mais: Moro agiu em conjunto com Dallagnol na Lava Jato, diz reportagem.

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