Home > DOCES E SALGADOS > Cientistas da Suíça e do Canadá dividem o Prêmio Nobel de Física

DOCES E SALGADOS

08/10/2019 07:46 por Redação

Cientistas da Suíça e do Canadá dividem o Prêmio Nobel de Física

Michel Mayor e Didier Queloz foram laureados pela descoberta de um exoplaneta, e James Peebles por sua contribuição à cosmologia física

NOBEL FISICA
O Prêmio Nobel de Física de 2019 foi concedido pela Real Academia Sueca de Ciências aos cientistas suíços Michel Mayor e Didier Queloz e ao canadense James Peebles, “por uma nova compreensão da estrutura e da história do universo e a primeira descoberta de um planeta orbitando uma estrela do tipo solar fora do nosso sistema solar”.

Os astrônomos Michel Mayor, de 77 anos, professor da Universidade de Genebra, e Didier Queloz, de 53 anos, professor da Universidade de Genebra e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), dividirão metade do prêmio de 9 milhões de coroas suecas (828 mil euros) “pela descoberta de um exoplaneta orbitando uma estrela do tipo solar”.

Em outubro de 1995, a dupla anunciou a primeira descoberta de um planeta fora do nosso sistema solar, um exoplaneta, orbitando uma estrela do tipo solar em nossa galáxia, a Via Láctea. No Observatório da Alta Provença, no sul da França, eles puderam ver o planeta 51 Pegasi b, uma bola gasosa comparável ao maior gigante de gás do sistema solar, Júpiter.

“Essa descoberta iniciou uma revolução na astronomia e mais de 4 mil exoplanetas foram encontrados na Via Láctea. Novos mundos estranhos ainda estão sendo descobertos, com uma incrível variedade de tamanhos, formas e órbitas. Eles desafiam nossas ideias preconcebidas sobre sistemas planetários e estão forçando os cientistas a revisar suas teorias dos processos físicos por trás das origens dos planetas. Com vários projetos planejados para começar a procurar exoplanetas, podemos encontrar uma resposta para a eterna questão de saber se existe outra vida lá fora”, diz a Academia Real Sueca.

Desde o Big Bang

Já o físico James Peebles, de 84 anos, canadense naturalizado estadunidense, foi laureado por seu trabalho em cosmologia física. “Seu referencial teórico, desenvolvido desde meados da década de 1960, é a base de nossas ideias contemporâneas sobre o universo”, diz a academia de Estocolmo.

“O modelo do Big Bang descreve o universo desde seus primeiros momentos, quase 14 bilhões de anos atrás, quando era extremamente quente e denso. Desde então, o universo vem se expandindo, tornando-se maior e mais frio. Apenas 400.000 anos após o Big Bang, o universo se tornou transparente e os raios de luz foram capazes de viajar pelo espaço. Ainda hoje, essa radiação antiga está ao nosso redor e, codificada nela, muitos dos segredos do universo estão escondidos. Usando suas ferramentas e cálculos teóricos, James Peebles foi capaz de interpretar esses traços desde a infância do universo e descobrir novos processos físicos”.

“Os resultados nos mostraram um universo no qual apenas 5% de seu conteúdo é conhecido, a matéria que constitui estrelas, planetas, árvores - e nós. O restante, 95%, é matéria escura desconhecida e energia escura. Este é um mistério e um desafio para a física moderna”, escreve a Academia Real Sueca.

Peebles receberá a outra metade do prêmio de 828 mil euros.

Calendário de premiação

Este é foi i segundo dos seis prêmios mais cobiçados do mundo a serem distribuídos este ano:

• 07/10: Nobel de Medicina
• 08/10: Nobel de Física
• 09/10: Nobel de Química
• 10/10: Nobel da Literatura (de 2019 e de 2018)
• 11/10: Nobel da Paz
• 14/10: Nobel da Economia


Leia também: Dois americanos e um inglês dividem o Nobel de Medicina de 2019.

'
Enviando