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17/12/2015 15:37 por Redação

Nível reduzido da PEA conteve aumento do desemprego em novembro

Resultado do mês ficou abaixo das projeções; taxa média do ano deve ficar em 6,9%

A taxa de desemprego nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre atingiu 7,5% em novembro, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada hoje pelo IBGE. O resultado ficou abaixo da nossa projeção e da mediana das expectativas do mercado, ambas em 8,0%, de acordo com coleta da Bloomberg. Descontada a sazonalidade, a taxa de desocupação apresentou ligeira alta, ao passar de 8,0% para 8,1% no período, mantendo-se em linha com nossa taxa de desemprego filtrada, que visa expurgar movimentos atípicos na PEA (população economicamente ativa).

Leia: Desemprego ficou em 7,5% em novembro, abaixo da taxa de outubro.

A PME novamente apresentou comportamento volátil tanto da PEA como da ocupação. A primeira registrou leve avanço na margem, de 0,3%, excetuados os efeitos sazonais (recuperando apenas parte da queda de 1,1% exibida no mês anterior). Já a ocupação cresceu 0,2%, sucedendo retração de 1,6% em outubro. Assim, a continuidade de patamar retraído da PEA manteve a taxa de participação em um patamar próximo a 55%, mesmo nível de 2002, início da série histórica da PME. Desse modo, não apenas a alta do desemprego (desde 2013-2014) não se deve ao aumento da PEA, como tem sido, na verdade, atenuada pela sua queda. Conforme enfatizamos em publicações passadas, ao invés de trabalharmos com uma taxa de participação constante, preferimos aplicar filtros estatísticos tanto na série da PEA quanto na da ocupação, entendendo que a volatilidade das séries tende a ser contemporânea.

Já o rendimento nominal continuou desacelerando no mês passado, ao crescer 1,3% na comparação interanual (alta inferior aos 5,5% e 2,8% observados em setembro e outubro, respectivamente). O resultado deve contribuir para algum alívio da inflação à frente, exercendo menor pressão sobre os preços de serviços. Com isso, o rendimento médio real alcançou R$ 2.177,20, o equivalente a uma variação interanual negativa de 8,8%.

Apesar do avanço da taxa de desemprego em intensidade menor que a prevista, mantemos nossa expectativa de que o mercado de trabalho continuará se enfraquecendo ao longo do próximo ano. Projetamos que a desocupação atinja 8,4% em dezembro (em termos dessazonalizados), levando a média do ano para 6,9%. Para os dados do Caged de novembro, a serem divulgados amanhã, prevemos demissão líquida de 190 mil empregados.

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