Home > ARTIGOS > Queda de 4,3% das vendas do varejo em 2015 foi a maior da série histórica

ARTIGOS

16/02/2016 11:55 por Redação

Queda de 4,3% das vendas do varejo em 2015 foi a maior da série histórica

Resultado negativo de dezembro (-2,7%) refletiu a Black Friday e a antecipação das compras de Natal em novembro

Depec-Bradesco*

O volume de vendas do comércio varejista restrito (que exclui os segmentos de veículos e motos, partes e peças e de material de construção) caiu 2,7% entre novembro e dezembro, descontada a sazonalidade, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE. O resultado ficou em linha com a nossa projeção e a mediana das expectativas do mercado, que apontavam quedas de 3,0% e 2,5%, respectivamente, segundo coleta da Bloomberg. Na comparação interanual, houve recuo de 7,1%, fazendo com que a atividade varejista restrita encerasse 2015 com contração de 4,3%, a menor variação anual da série histórica.

Leia: Vendas no varejo brasileiro caíram 2,7% em dezembro, aponta IBGE.

Setorialmente, o resultado refletiu o pior desempenho em seis dos oito setores pesquisados. Destacaram-se negativamente os desempenhos dos segmentos de móveis e eletrodomésticos e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que registraram declínio de 8,7% e 9,1% na margem, nessa ordem. Tal movimento representou uma devolução das fortes altas observadas em novembro, em virtude da antecipação das compras de Natal na Black Friday. Em contrapartida, a categoria de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos de perfumaria e cosméticos apresentou seu terceiro avanço consecutivo, crescendo 0,4% em relação ao mês anterior.

O volume de vendas do comércio varejista ampliado, que contempla todos os setores, também caiu no período, ao registrar recuo de 0,9% na margem. A queda menos intensa que o varejo restrito foi reflexo da elevação de 1,1% da venda de materiais de construção. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve variação negativa de 11,0%. Com isso, as vendas ampliadas reais caíram 8,6% em 2015.

As receitas nominais reverteram parcialmente os dois avanços verificados nos meses anteriores, com retração de 1,9% ante novembro. Ainda assim, seguem em patamar ligeiramente acima do observado durante a maior parte do ano passado.

Por fim, projetamos recuo de 0,2% do IBC-Br (proxy mensal do PIB calculada pelo Banco Central) no período, dado que será divulgado na quinta-feira. Vale destacar que os dados do setor de serviços (PMS) serão conhecidos amanhã, podendo alterar nosso número.

* Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

'
Enviando