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13/01/2016 11:26 por Redação

Alta das vendas do varejo em novembro refletiu essencialmente a Black Friday

Com efeito, principal destaque da pesquisa do IBGE foi o segmento de equipamentos de informática e comunicação

Depec-Bradesco*

O volume de vendas do comércio varejista restrito (que exclui os segmentos de veículos e motos, partes e peças e de material de construção) registrou alta de 1,5% na passagem de outubro para novembro, excetuados os efeitos sazonais, conforme divulgado hoje na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE. O resultado foi bastante superior à nossa projeção e à expectativa do mercado, que previam contrações de 2,0% e 0,9% na margem, respectivamente, segundo coleta da Bloomberg.

Leia: Na segunda alta seguida, vendas no varejo brasileiro cresceram 1,5% em novembro.

A surpresa positiva pode ser atribuída, em grande medida, ao desempenho surpreendente da Black Friday, principalmente no segmento de móveis e eletrodomésticos. Ainda assim, a atividade varejista caiu 7,8% na comparação interanual. As vendas nominais também intensificaram os ganhos do mês anterior, ao crescer 2,3% na margem, saindo do patamar que se encontravam desde o final de 2014.

Cinco dos oito setores pesquisados contribuíram para o desempenho positivo no período, com destaque para o segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que cresceu 17,4% na margem. Tal movimento refletiu a devolução da forte queda de 10,0% observada em outubro e as vendas mais intensas da Black Friday. O mesmo ocorreu com móveis e eletrodomésticos, que apresentaram elevação de 6,9% entre outubro e novembro. Em contrapartida, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuaram 1,5%.

O volume de vendas do comércio varejista ampliado, que contempla todos os setores, também cresceu em novembro, ao registrar alta de 0,5% na margem. Veículos e motos, partes e peças apresentaram avanço de 1,2% na comparação mensal, resultado já sugerido pelos dados de emplacamentos de veículos da Fenabrave. No mesmo sentido, as vendas de materiais de construção cresceram 0,6%. A despeito disso, a atividade varejista ampliada ainda registrou fraco desempenho quando comparada com o mesmo período de 2014, ao cair 13,5%.

Ao contrário do verificado nas últimas leituras, a receita nominal de vendas intensificou o ritmo de crescimento, com alta de 2,3% na margem, saindo do nível que se encontrava desde o final de 2014.
Apesar do resultado positivo do comércio em novembro, projetamos recuo de 0,7% do IBC-Br (proxy mensal do PIB) no período, dado que será divulgado pelo Banco Central na sexta-feira (em função da forte queda de 2,4% exibida pela produção industrial).

* Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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