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06/12/2019 09:47 por Redação

PIB deve acelerar para 2,5% no próximo ano

Além do ambiente corrente mais positivo, temos a melhora do balanço de riscos do PIB global em 2020

Depec-Bradesco*

Algumas mudanças marcaram o cenário econômico no último mês. Enquanto o crescimento continuou ganhando tração, o real se desvalorizou e a inflação do último bimestre foi afetada por diversos choques.Mesmo nesse contexto, seguimos com a expectativa de que a taxa de juros chegará a 4,25% em 2020, mas reconhecemos que a materialização desse cenário está mais incerta neste momento.

Alguns vetores explicam essa incerteza, dos quais destacam-se: (i) com o patamar atual da taxa de câmbio (R$/US$ 4,20), os modelos do Banco Central devem indicar uma inflação próxima ao centro da meta no próximo ano; (ii) a recuperação em curso da economia reduz o senso de urgência para uma queda adicional em fevereiro de 2020 e (iii) o Banco Central pode preferir aguardar e observar se os choques que estão afetando a inflação atualmente não terão efeitos de segunda ordem.

Elevamos nossa expectativa de crescimento do PIB deste ano, de 0,9% para 1,2% e de 2,2% para 2,5% em 2020. Os dados correntes voltaram a surpreender positivamente, reforçando a recuperação gradual, mas consistente da atividade econômica. Para o próximo ano, além do ambiente corrente mais positivo, temos a melhora do balanço de riscos do PIB global. Dessa forma, acreditamos que os vetores para impulsionar um crescimento mais robusto seguem presentes.

Levando em consideração o contexto atual do cenário econômico, o Banco Central deve fazer um ajuste adicional na Selic em dezembro para 4,5%, mas deve indicar cautela na condução da política monetária nos encontros subsequentes.

Ajustamos para cima nossas expectativas para o crescimento global em 2020

O pior momento da economia global parece ter ficado para trás, após meses de desaceleração. Essa recuperação, ainda incipiente, tem sido impulsionada pelos países desenvolvidos, à medida que muitos emergentes têm se deparado com desafios internos. Parte importante dessa melhora se deve, em nossa visão, aos efeitos do alívio da política monetária, uma vez que as tensões entre EUA e China continuam marcadas por elevada volatilidade e, por ora, não se chegou a nenhum acordo concreto e as tarifas não foram revertidas.

O cenário para a economia global em 2020 se mostra mais favorável. Ajustamos nossa projeção, de uma expansão de 2,8% para outra de 3,0%, puxada pelos países desenvolvidos, vinda de um crescimento também de 3,0% neste ano. As revisões baixistas podem ter ficado para trás, mas alguns debates e riscos seguem presentes. O primeiro deles refere-se às tensões entre China e EUA, que parecem mais encaminhadas do que meses atrás, mas não há garantia de que a fase 1 do acordo esteja próxima.

Na mesma direção, os riscos de um Brexit mais radical caíram bastante, mas até agora não há uma definição sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. Somado a isso, notamos descolamento ainda elevado entre a indústria e o consumo na maioria dos países. Como já apontado, parte da melhora da atividade econômica é resultante do afrouxamento da política monetária ocorrido neste ano. Entendemos, para 2020 não teremos novas rodadas de estímulo e não há espaço para alívio fiscal.

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* Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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