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Análise: Desempenho do comércio varejista frustrou as expectativas em fevereiro

 

A desaceleração da expansão da renda, o cenário menos favorável do emprego e a alta dos preços dos alimentos explicam parte do desaquecimento

11/4/2013 - 12:23 - Redação
 

Depec-Bradesco *

O recuo das vendas no comércio varejista em fevereiro sugere consumo das famílias em patamar mais fraco do que o esperado no início do ano. A desaceleração recente do crescimento da renda, o desempenho menos favorável do emprego e a elevação dos preços de alimentos explicam parte desse desaquecimento. Com isso, esperamos que o varejo mantenha tendência de crescimento moderado ao longo deste ano, refletindo também menor aumento do salário mínimo e maior contribuição dos investimentos na demanda agregada doméstica.

Vendas no varejo brasileiro recuaram 0,4% em fevereiro, aponta IBGE.

O volume de vendas no varejo restrito (que exclui as atividades de veículos e motos, partes e peças e de material de construção) mostrou queda de 0,4% na margem em fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje cedo pelo IBGE. O resultado ficou abaixo da nossa expectativa (alta de 1,5%) e da projeção mediana do mercado (1,6% segundo levantamento da Agência Estado). Houve ligeira revisão do indicador de janeiro, passando de expansão de 0,6% para 0,5%. Dessa forma, o volume de vendas no varejo em fevereiro reverteu grande parte do crescimento das vendas de janeiro, permanecendo praticamente estável desde outubro de 2012. Na comparação com o mesmo período de 2012, o indicador apresentou queda de 0,2%.

A abertura por segmento apontou recuo de 1,0% nos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, devolvendo parte da alta observada em janeiro (1,4%) e puxando para baixo o resultado do varejo restrito. Ademais, contribuíram negativamente o desempenho dos combustíveis e lubrificantes (-2,1%) e tecidos, vestuário e calçados (-1,1%). No sentido contrário, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação mantiveram trajetória de expansão em fevereiro, avançando 2,4% e 5,2%, respectivamente.

O comércio ampliado (que considera todas as atividades) apresentou recuo de 0,7% na margem e avanço de 1,2% na comparação interanual. O desempenho mais fraco na margem foi explicado pelo recuo de 1,7% das vendas de veículos e motos, partes e peças, desempenho em linha aos dados de emplacamentos de veículos divulgados pela Fenabrave. Essa foi a segunda variação negativa consecutiva das vendas desse segmento, explicada pela alta dos preços por conta do retorno escalonado do IPI. Em sentido contrário, as vendas de materiais de construção mantiveram a trajetória positiva e avançaram 0,7% em fevereiro.

Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.


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