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TAM, Gol, Azul, Avianca e Trip se unem na Abear, que cuidará de questões institucionais, operacionais e de segurança de voos
22/8/2012 - 10:54 - Redação
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As principais companhias aéreas brasileiras – Avianca, Azul, Gol, TAM e Trip – lançaram oficialmente a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A apresentação da nova entidade foi feita durante o Aviation Day, que a IATA (International Air Transport Association) realizou nesta terça-feira, em Brasília.
Em tese, a Abear surge com a finalidade de tratar de questões institucionais do setor aéreo. Entre suas estratégias de atuação estão planejar, implementar e apoiar ações e programas que promovam o crescimento da aviação civil de “forma consistente e sustentável”, tanto para o transporte de passageiros como para o de cargas.
“Nosso grande compromisso é com quem viaja de avião. Queremos que a experiência de viajar seja boa, considerando todas as etapas da viagem, ainda que elas não sejam de responsabilidade apenas das companhias aéreas”, diz Eduardo Sanovicz, presidente da nova entidade. Sanoviz, que já foi presidente da Embratur (de 2003 a 2006), atualmente é diretor da Proxima Estação Consultoria e Pesquisa.
Segundo a assessoria da Abear, a criação da entidade se deu a partir de um estudo da Fundação Dom Cabral, a pedido do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), em 2011, que identificou a necessidade de uma reorganização da forma como as companhias aéreas dialogam com os diversos público em um momento em que o total de usuários de avião já supera o de transporte rodoviário. A partir de agora, a Abear tratará das questões institucionais e das relacionadas à segurança e operação de voo do setor aéreo, e o SNEA passa a se dedicar exclusivamente aos temas trabalhistas e jurídicos.
Esta orientação “institucional” apresentada no lançamento da associação foi recebida com reservas por quem acompanha o setor de aviação civil, já que os presidentes das duas maiores companhias – TAM e Gol – começam a afinar o discurso em torno de um possível aumento nos preços das passagens aéreas para fazer frente a prejuízos registrados no último trimestre. As companhias fariam bom papel ao negociar em conjunto medidas que reduzam seus custos sem aumentos de tarifa.
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