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O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas inicia daqui a pouco, às 9h, o segundo dia do seminário “Para onde vai a economia da América Latina”, que começou ontem e termina hoje no auditório da sede da FGV no Rio de Janeiro, que fica na Praia de Botafogo, 190, 12º andar. Há tradução simultânea para espanhol e português. As vagas já estão esgotadas, mas o seminário está sendo transmitido ao vivo no site do IBRE, aqui. Até a publicação desta nota o link para a transmissão não estava disponível no site da FGV..
“Inserida em um mundo em profundas e rápidas transformações, a América Latina vem se destacando por apresentar seu desempenho mais robusto desde a década da crise da dívida externa nos anos 1980. Uma característica comum à experiência recente de diversos países latino-americanos é a importância que a produção de produtos primários vem ganhando na sua estrutura produtiva”, diz o material de divulgação do evento.
“Esse fenômeno tem provocado temores de primarização das pautas de exportações, que poderia ocasionar vulnerabilidade futuramente, na medida em que pode tornar o crescimento excessivamente dependente da evolução de preços de exportação, especialmente se acompanhado efetivamente de uma desindustrialização. Em que pese esse traço comum, porém, há também diferenças relevantes entre as experiências dos diversos países da região, algumas das quais têm sido mais bem sucedidas do que outras.”
O seminário tem a participação de especialistas de um “grupo selecionado” de países (Argentina Peru, Brasil, México, Chile e Colômbia) que avaliam e discutem as experiências e transformações ocorridas em suas economias. No final do evento, uma mesa redonda irá traçar uma ampla radiografia da economia da América Latina como um todo.
Nesta quinta-feira, participaram economistas da Argentina (Daniel Artana, da Fundación de Investigaciones Económicas Latinoamericanas), Peru (Claudia Cooper Fort, do Centro de Investigación de la Universidad del Pacífico) e Brasil (Armando Castelar Pinheiro, do IBRE/FGV).
Para hoje estão previstas as intervenções de profissionais do México (José Gerardo Traslosheros Hernández, cônsul em São Paulo), Chile (Rodrigo Fuentes, professor associado da Universidade Católica do Chile) e Colômbia (Roberto Steiner, pesquisador da Fundación para la Educación Superior y el Desarrollo).
À tarde, Augusto de la Torre (Banco Mundial), Edmar Bacha (Casa das Garças) e Andrew Powell (Develpment Bank dos EUA) participam da mesa redonda “Whither Latin America?”.
Veja a programação aqui.
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