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Em julho, a Sondagem de Expectativas do Consumidor, da FGV, incluiu perguntas relacionadas ao comprometimento da renda do consumidor com compras parceladas e seus respectivos vencimentos.
Para 29,2% dos consumidores, o dispêndio com compras parceladas compromete até 10% da renda familiar mensal, e para 24,8% deles o comprometimento fica entre 11 e 50%. Apenas 3,3% possuem parcelamentos que comprometem entre 51% e 100% do orçamento; para 0,9% dos consumidores consultados o comprometimento supera a renda mensal.
A análise por faixas de renda mostra que as famílias de menor poder aquisitivo apresentam nível de endividamento superior às de poder aquisitivo elevado. Cerca de 7% dos consumidores com renda até R$ 2.100 comprometem mais de 51% da renda, enquanto para os que possuem renda superior a R$ 9.600, esse percentual é de apenas 1,5%. Entre os consumidores de menor poder aquisitivo, 41,9% não apresentam compras parceladas em seu passivo e 13,5% não souberam informar a proporção de suas finanças comprometida com parcelamentos. Em ambos os casos, é o maior percentual entre as classes de renda.
A sondagem revela que 49,8% dos consumidores possuem prestações com vencimento em até três meses; 28,4% com vencimento entre três e seis meses; 12,6% entre 7 e 12 meses; e 10,1% acima de 12 meses.
A inadimplência dos consumidores tem sido motivo de preocupação por limitar o ímpeto para compras a prazo, postergando desta forma a aceleração da economia. Diante desse quadro, os resultados apresentados parecem favoráveis por mostrar uma concentração muito grande de vencimentos no curto prazo. Além disso, a queda linear da taxa de juros facilita renegociações de dívidas, possibilitando juros menores e prazos estendidos.
A Sondagem de Expectativas do Consumidor é realizada com base numa amostra de mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a presente edição foi realizada entre os dias 2 de julho e 20 de julho.
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