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As áreas produtoras de cana-de-açúcar, principalmente do interior de São Paulo e Minas Gerais, têm sofrido com o excesso de chuvas nas últimas semanas. Essa condição do tempo fez com que os usineiros começassem a produzir mais etanol do que açúcar.
O setor vinha há algum tempo produzindo mais o alimento do que o combustível, por causa dos preços mais atraentes. Mas com a chuva, a planta fica mais aquosa, diminuindo o ATR (Açúcar Total Recuperável), o que favorece a produção do etanol, observa a Somar Meteorologia. O tempo instável nos portos de Santos e Paranaguá também atrapalham o embarque do açúcar para a exportação.
Até o início deste mês a moagem de cana-de-açúcar chegou a 128,8 milhões de toneladas, bem abaixo dos 177,7 milhões do mesmo período do ano passado. Desse total, 53,82% foi destinado para a produção do etanol, enquanto na safra passada o valor era de 51,73%.
Os produtores de cana-de-açúcar afirmam que o clima tem influenciado muito a safra de 2012, pois o tempo seco no primeiro semestre fez os usineiros produzirem mais açúcar e agora as chuvas ocasionaram nova mudança a produção.
De acordo com a União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), as vendas nas unidades produtoras do Centro-Sul do país chegaram a 1,67 bilhão de litros em junho, dos quais mais de 230 milhões de litros foram para exportação. No mercado interno, a venda do biocombustível teve queda de 11% em relação ao ano passado.
Depois de uma semana chuvosa em toda área produtora de cana-de-açúcar, o tempo volta a ficar seco. Apenas a partir de 25 de julho uma frente fria favorece o retorno da chuva, mas segundo os meteorologistas da Somar, a precipitação deve atingir apenas o sul de Mato Grosso do Sul e o oeste e centro de São Paulo. Outras áreas produtoras devem ficar com tempo seco até meados da primeira quinzena de agosto.
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