|
O Brasil é o 7ª país mais atrativo do mundo para investimentos e expansão de negócios de tecnologia, segundo o estudo “Technology Investment Report“, da Grant Thornton UK. O ranking leva em consideração 10 países e 41 variáveis em quatro categorias relacionadas a questões importantes na decisão de investir ou expandir para outros mercados.
De acordo com a pesquisa, o Brasil é alvo para investimentos de tecnologia por causa da economia estável e crescente, de um sistema financeiro moderno que conseguiu escapar da crise global, uma base forte de investidores locais, um mercado de capitais robusto e uma classe média de quase 100 milhões de pessoas como potenciais consumidores de tecnologia.
No quesito economia, o Brasil ficou na 5ª colocação. E amargou a décima posição nos quesitos regulação e políticas para o setor, e novos negócios.
O ranking geral dos dez países incluídos no estudo, com a posição de cada um por quesito:
|
País (ranking geral) |
Política/Burocracia |
Infraestrutura/Tecnologia |
Novos negócios |
Economia |
|
Estados Unidos |
01 |
01 |
02 |
01 |
|
Reino Unido |
03 |
04 |
01 |
04 |
|
China |
09 |
03 |
07 |
02 |
|
Alemanha |
04 |
02 |
06 |
07 |
|
França |
05 |
06 |
03 |
06 |
|
Índia |
08 |
05 |
09 |
03 |
|
Brasil |
10 |
07 |
10 |
05 |
|
Holanda |
02 |
09 |
05 |
09 |
|
Itália |
07 |
08 |
08 |
08 |
|
Israel |
06 |
10 |
04 |
10 |
Incluindo telecomunicações, os gastos do Brasil com TI para usuário final deverão chegar a US$ 134,2 bilhões em 2014. O Brasil é responsável por quase metade das despesas com TI da América Latina.
A China já está de olho no mercado de tecnologia brasileiro e planeja investir US$ 4,5 bilhões neste ano no segmento brasileiro. O estudo mostra que o único entrave é o processo burocrático para uma companhia começar a operar no país. A inovação é o ponto positivo, citando o polo digital no Recife, que emprega 6.500 profissionais de TI e desenvolve soluções inovadoras para companhias como Intel, Dell, Samsung e IBM.
Além da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, o relatório aponta que o Brasil tem oportunidades em áreas como broadcast, saúde, automação industrial, soluções móveis para varejo e segmentos comerciais, entre outros. “Há um grande setor de saúde privada, devido à pressão na saúde pública brasileira, e os dois querem as últimas tecnologias, incluindo e-health e ferramentas de diagnóstico à distância, o que torna esse um mercado em potencial”, diz Mário Machado, sócio da área IT Services da Grant Thornton.
O Brasil teve destaque negativo no quesito start-up (10ª posição). Apesar de estar entre os países com mais negócios registrados, ficou atrás de nações como Israel que teve uma pontuação alta na categoria, refletindo as 1.800 start-ups ativas.
|