|
Praticamente repetindo a tendência verificada em maio, os preços dos produtos alimentícios essenciais subiram em junho em 14 entre as 17 capitais brasileiras onde o Dieese realiza todos os meses a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Em maio foram 14 as capitais com altas.
As elevações mais expressivas em junho foram anotadas no Rio de Janeiro (3,79%), Porto Alegre *(2,87%) e Curitiba (2,62%). As únicas quedas ocorreram em Salvador (-6,59%), Recife (-3,53%) e Goiânia (-0,96%).
Aracaju manteve o posto de campeã entre as capitais com a cesta básica mais barata, e a única abaixo de 200 reais. Na outra ponta, São Paulo assegurou mais uma vez o título de capital mais cara do país. A diferença entre as cestas da capital sergipana e SP, que era de R$ 84,43 em maio, subiu para R$ 87,93 em junho.
Na comparação anual (junho 2012 x junho 2011), as principais altas da cesta básica foram assinaladas em João Pessoa (11,32%), Manaus (9,36%) e Aracaju (8,98%). Por outro lado, Florianópolis é a única capital em que a cesta ficou mais barata (-2,37%).
Os preços da cesta em cada capital pesquisada em junho, da mais barata para a mais cara (em relação a maio e na variação anual):
|
Cidade |
Valor |
Variou (mensal) |
Anual |
|
Aracaju |
199,70 |
0,22% |
8,98% |
|
Salvador |
213,20 |
-6,59% |
4,16% |
|
João Pessoa |
229,56 |
1,60% |
11,32% |
|
Recife |
231,46 |
-3,53% |
8,34% |
|
Natal |
234,32 |
0,64% |
1,45% |
|
Fortaleza |
235,70 |
0,73% |
4,32% |
|
Goiânia |
244,03 |
-0,96% |
4,92% |
|
Belém |
252,97 |
0,94% |
8,74% |
|
Brasília |
259,70 |
2,56% |
5,53% |
|
Florianópolis |
260,12 |
1,89% |
-2,37% |
|
Curitiba |
262,01 |
2,62% |
6,06% |
|
Belo Horizonte |
265,90 |
0,36% |
7,19% |
|
Rio de Janeiro |
270,36 |
3,79% |
5,24% |
|
Manaus |
273,73 |
0,32% |
9,36% |
|
Vitória |
277,70 |
2,41% |
8,42% |
|
Porto Alegre |
280,26 |
2,87% |
2,95% |
|
São Paulo |
287,63 |
1,39% |
5,17% |
Em junho, na média das 17 capitais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo comprometeu 89h01min de trabalho para a aquisição da cesta básica, 40 minutos a mais do que em maio (88h21min). Quando a relação é feita com o salário mínimo líquido – descontada a parcela da Previdência – o trabalhador que ganha o piso comprometeu 43,98% de seus vencimentos em junho, contra 43,65% em maio.
Com base no custo mais alto apurado para a cesta, em São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser, em sete, janeiro, de R$ 2.416,38, ou 3,88 vezes o mínimo de R$ 622.
|