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No segundo dia de debates, apenas 28% do texto final referente às negociações da Rio+20 obteve consenso. A informação é do diretor do Departamento de Desenvolvimento Sustentável, Assuntos Econômicos e Sociais da Rio+20, Nikhil Seth. Mas, segundo ele, o clima de otimismo predomina nos grupos setoriais. De acordo com o diretor, o principal inimigo das negociações é o tempo.
“Há um sentido de urgência, mas há também um certo otimismo cuidadoso, mas o tempo não está a nosso favor. Vinte e oito por cento [do texto final] foram concluídos. Mas isso não reflete o que ocorre nas reuniões, pois há vários pacotes que estão em negociação”, destaca Seth.
As reuniões setoriais envolvendo os temas pendentes, como os que tratam de tecnologias limpas, capacitação de profissionais para a execução de programas relacionados ao desenvolvimento sustentável, além da possibilidade de fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da criação de um fundo, devem terminar oficialmente às 23h de hoje.
Todas as discussões serão retomadas em uma segunda etapa das reuniões, quando o Brasil assume oficialmente a presidência da Rio+20. “Ao conversar com os moderadores [responsáveis pelas discussões em cada grupo], vejo que há grande disposição e vontade política. O grande problema é o tempo”, reiterou Seth.
Há numerosas divergências, que cercam principalmente os negociadores dos países em desenvolvimento e os desenvolvidos, nos temas em discussão nas reuniões setoriais. Os negociadores passaram a noite de ontem até a madrugada de hoje em busca de consenso. As reuniões foram retomadas no começo desta manhã e só serão concluídas tarde da noite.
Otimismo - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, se disse muito otimista a respeito do documento final a ser apresentado aos chefes de Estado que participarão da Rio +20.
“Tive uma reunião ontem quase meia-noite e outra hoje pela manhã e as notícias que eu tenho são muito promissoras em torno de avanços e consenso. A sinalização dos nossos negociadores é bastante positiva”, contou a ministra que não quis adiantar detalhes, apenas afirmou que o ponto ainda mais sensível do texto diz respeito aos meios econômicos adicionais para a implementação de metas.
A ministra explicou que a partir de amanhã começam as reuniões bilaterais, que fazem parte da rotina. “Os diálogos com os ministros e depois com os chefes de governos e os chefes de Estado.” A ministra disse ainda que embora haja datas e prazos é comum no processo de negociação que esses marcos acabem se estendendo, pois envolvem um grande número de países. “Agora temos que ouvir, consultar e procurar os caminhos de convergência”.
Oficialmente, os negociadores deveriam finalizar até hoje o documento final para ser entregue aos líderes políticos. Devido à falta de consenso, o prazo poderá ser até a véspera das reuniões com os chefes de Estado que começa no dia 20 e termina no dia 22 deste mês.
Com Agência Brasil
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